Ela não sabia jogar. Nunca fora boa nisso. Sempre muito crédula na bondade das pessoas... Foi traída diversas vezes (todas as vezes). Fez tantas promessas soluçando com a cabeça no travesseiro. Decidiu que iria jogar. E até entrava no jogo, mas não sabia nele continuar. Perdeu a paz. Desistiu de jogar. E nenhuma promessa foi cumprida. A não ser a última: o jogo não era sua vocação. Os carros todos pararam. As gentes todas se perguntavam diante do corpo estirado no chão.
Mas se olharmos bem o que já existe, pondera: Não há porque fugir da realidade, nem porque fincar raízes nela.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Chão de estrelas
Neste chão onde nascem estrelas
Eis que nos céus despontam as flores
Daí, então, não há noite ou primavera
Que não brinquem com as minhas dores
Hoje é o primeiro dia da estação
Que me traz saudades de ser flor
Porque um dia assim eu fui
E hoje não sei mais quem sou.
Distante das luzes da cidade
O céu me presenteia...
Por que não param de brilhar,
E de me chamar, oh, Estrelas?!
Tão perto do céu e da terra
Eu faço silêncio para que ouçam
Meu coração fraquinho batendo
Pedindo afago e repouso
Sou um ser apaixonado
Do meu corpo a alma desprende
Só o amor é capaz de confiar
Que flores e estrelas também sentem...
domingo, 25 de setembro de 2011
Minha herança: uma flor
Minha Herança: Uma Flor
Vanessa da Mata
Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio
Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim
Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei
Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre
A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei
A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si
E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
(2x)
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
(2x)
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Divisão de classes
Gato na varanda
Da casa do ipê cor de rosa
Nunca vi mais dengo, mais prosa
A moça debruçada na janela
Enquanto o operário descia a ladeira.
Trabalho árduo até às seis
Quando a lua e a menina mais uma vez
Ficam na varanda
Com olhos que acompanham
Cada passo que ele dá.
A distância da lua à Terra
Parece ser a mesma da janela pra rua
Por que não desce as escadas?
Por que não sobe a ladeira?
Tem mais pedras e percalço
Entre a casa do primeiro andar
E o casebre no alto do morro
Do que se possa imaginar...
Tem mais servidão à ordem das coisas
Do que à condição de amar!
Dentro dos corações impera:
Cada moça em sua janela,
Cada operário em seu lugar!
Por quê?
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