segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ofício de poeta - Proposta em construção

Algumas reflexões sobre o ofício do poeta - poetisa. Alguma contribuição? Adoro a práxis dialógica. Sou essencialmente construtivista. Então eu pensei: porque não construir poemas coletivos? Vamos testar!

Sob o julgo da pena
Recai o peso de todas as noites
E os amargos dissabores
Ganham ainda mais penar
Sou poeta do desgosto
Que eu não sei silenciar

A palavra rompe, então,
A noite, o peito, a solidão.
Expõe minhas vísceras
E desfaz o que está feito.
Não me deixa faltar o alimento
Do corpo, do espírito e do coração.


Sendo poeta, sou o mais perfeito
(Des)encontro de caminhos em contramão.
Sou armadilha de mim mesmo.
Sou as dores, as palavras e a contradição.

4 comentários:

Mima disse...

É impressionante a sua capacidade de dizer muito com tão poucas palavras. Amo sua poesia. É de uma simplicidade fascinante, combinada a uma vivacidade brilhante.

Parabéns, poetisa!

Deus te abençoe,

Mima.

Macabea de La Mancha disse...

Ow, obriga, Mima! Elogio vindo de vc, que escreve super bem... Deus nos abençoe!

Bjão!

Anônimo disse...

mto bom e envolvente

Daniel Vinhas disse...

Quem este é a denominar-se poeta?
Qual objetivo ou meta
que, malmente num verso
impreciso e imperfeito,
a semear palavras a eito,
lavrador quixote de áridas almas?


Sou Poeta da Água Doce
em terras secas sem compaixão.
Hei de irrigar, com amor e emoção,
abrir lavras em chão de cruezas
para que a dúvida areje
os corações de durezas
onde o orgulho rege.


Minha sina é com versos semear
mas que fujam a lembrança,
pois a semente no esquecimento
germina como criança
e minhas palavras sem lamento
ao tocar com sentimento
serão assim esquecidas
esperando um dia germinar.

http://poesias-cronicas.blogspot.com/2011/09/poeta-da-agua-doce.html