quinta-feira, 30 de junho de 2011

Confissão

Me afeta tua falta de afeto
E exponho aqui neste verso
Que não tenho em mim nenhum deleite
De reclamar o vagão vago no peito
Que me efetiva teu amor [de enfeite],
Confesso.


5 comentários:

Ana Ribeiro disse...

Esse oco é mesmo muito dolorido.

Aline Barra disse...

Muito bom!!! Tenho aqui tb um vagão destes.... rs*

Mima disse...

Desculpas, mas esse eu gostaria de levar pro Flores e Flechas! Permita-me o emprestimo!

Mima disse...

Queria pegar mesmo emprestado esse lindo e sincero poema, mas considero que, pelo amor ser mesmo de enfeite, vale mais a pena admirar o poema e guardá-lo. E só. Algumas coisas não valem a pena. Amo muito seus poemas!

Macabea de La Mancha disse...

Mima, empréstimo mais do que concedido. Minha filosofia é 'o poema não é do poeta que o faz, mas de quem precisa dele1' (O Carteiro e o poeta). Muito obrigada por comentarem!!! Uma aprendiz de poeta fica imensamente feliz com suas contribuições!!! Beijos carinhosos da Macabéa!