sexta-feira, 1 de julho de 2011

Despedaçada

 
Se doença, qual o remédio que cura?
Se morte, qual o consolo que acalma?
Qual a palavra que fere ou mata?
Que pode adoçar a amagura?

Que sorte terá toda a sorte que tem
Se não nos restar nada?

Verdade, respeito e gratidão
Na mesma balança, bem medida e bem pesada.
Sair com lucro é sair com vida:
Se fores, eu flor!
Dessa paixão despedaçada.

6 comentários:

Mima disse...

Sobre essas dores, eu já tenho doutorado e a conclusão que eu cheguei depois de tantas vividas foi que não existe conclusão pra uma paixão perdida. Não existe um jeito de juntar os cacos... Só a esperança de que Deus está do lado alivia a alma e afofa o travesseiro pro coração dormir e acordar num novo dia.

Aline Barra disse...

Eis a sutil força da flor:
quando despedaçada é que
exala ainda mais perfume!

Belo poema!!!
Abraços.

Macabea de La Mancha disse...

Mima, você comenta minhas poesias com poesias suas. Adoro essa troca! :D
Aline, muito pertinente sua observação - Um alento para que é flor despedaçada.

Obrigada, meninas!

Abraços perfumados!

MAILSON FURTADO disse...

Quanta força! Melancolia...

Gostei de sua forma de escrita...

Muito feliz pela sua visita em meu espaço!

Blog do Pizano disse...

bela poesia
forte sincera pura
mas não se desespere
o amor fere
o amor cura

abs

MAILSON FURTADO disse...

Olá...

Grato pelas palavras de conforto!

Temos esse endereço:

http://ciacriandoarte.blogspot.com