sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Senhora

Eu sou dona de mim.
De tudo que eu sou.
De cada célula de mim.
Eu me governo.

E não estou disposta
Ao teu gosto ser subjugada:
Em pele cordeirinha,
Sou loba criada.

Sou a banca de frutas
Sou a fruta mais fresca
Ao freguês mais exigente
A que agrada aos olhos.

Porque sou a mãe que chora
A criança desnutrida
A bailarina exaurida
Dentro de mim.

Sou à flor da pele:
Grito, xingo e peço perdão.
Eu faço e me desfaço!
A chave, o cadeado e o portão.

Senhora de mim,
Dona de nada, me possuo: Corpo
                                          Alma
                                          Coração.


5 comentários:

Mima disse...

Que lindoooooo!!! Coisa linda de se ler.

Beijos, Macabea!

Verso Aberto disse...

eita Macabea, muito bom poema

mulheres assim
belas em si

abs

Aline Barra disse...

Uai... eu tinha deixado um comentário aqui... onde ele foi parar? rs**

Gostei por completo desta 'Senhora'... imagem, poesia, tudo.

Quero ser assim, quando eu crescer!!

Abraços,

Macabea de La Mancha disse...

Aline, que comentário?! Juro que não apaguei!

Agradeço de coração os comentários de vocês que, com suas palavras, me incentivam a continuar escrevendo!

Abração carinhoso da Macabéa aos meus preferidos!

Aline Barra disse...

Claro q vc não apagou, Flor!
Eu devo ter cometido alguma falha ao enviar. Culpa da emoção que senti com esta tua obra. rs**

:]