terça-feira, 20 de setembro de 2011

Eu ando tão Cazuza...



Eu ando tão só por andar
Eu ando sem sair do lugar
Dou voltas no caminho sem direção
Eu sou, não sou: O sim e o não!
Minha platéia me assiste inerte - Pela internet
Me aplaude sem entender o que eu digo
E acha que conhece meu coração...
Nem eu sei o que se passa nesta caixa fechada
Jogada as chaves fora
Deste tesouro não há guardião!

Eu ando tão exagerada
Roubando flores das calçadas
E fazendo promessa que não se cumprirão...
Eu ando confusa, tô meio Cazuza
Da vida, poeta!
Das noites secretas, o que se esconde na escuridão
Dos becos, os ecos
Dos guetos, o ethos
O éter, o ópio e o grito
De independência
Da obediência de ser línear.

Eu tô me desconstruindo
E sou os tijolos que sobraram
Por isso que eu ando tão...
Cabeça feita seguindo viagem na contramão
O que importa é não parar e nem mesmo ter que chegar
Mas ser feliz sem ter que ter razão

Camila Paula, ops, Macabéa de La Mancha

2 comentários:

Aline Barra disse...

UaU!!!

Esse lance de estar meio Cazuza lhe fez ainda mais poesia, ops, poética, Camila!

Gosto por demais! (de Cazuza e Macabéa)

Beijos!

Macabea de La Mancha disse...

Ê coisa boa é receber tua visita! Sinto-me tão feliz!!

Bjo no coração!